Percorrer por autor "Cabral, Alcione Costa de Aquino Pinto"
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- Docência, linguagem e inclusão: análise de narrativas de professores/as surdos/as e professores/as ouvintes sobre o ensino de estudantes surdos/as em publicações científicas da região nordestePublication . Cabral, Alcione Costa de Aquino Pinto; Sousa, Célia Maria; Viana, Flávia RoldanEste artigo tem como objetivo analisar narrativas sobre memórias e experiências de professores/as surdos/as e ouvintes acerca do ensino de estudantes surdos/as, a partir de publicações científicas de programas de pós-graduação da Região Nordeste, relacionando-as aos conceitos de docência, linguagem e inclusão. Trata-se de pesquisa narrativa, de caráter teórico-bibliográfico, voltado à identificação de memórias e experiências de professores/as surdos/as e ouvintes a respeito do ensino de estudantes surdos/as em escolas inclusivas. Os resultados revelam que, por parte dos professores/as surdos/as, predominam sentimentos de insegurança, dificuldades, barreiras comunicacionais e sofrimento decorrentes de atitudes capacitistas em escolas que se apresentam como inclusivas. Já por parte dos professores/as ouvintes, os resultados revelam sensibilidade ao modelo inclusivo, embora apontem dificuldade para a sua implementação na educação regular e resistência à educação bilíngue (Libras-português).
- Entre Brasil e Portugal: comparação lexicográfica da língua brasileira de sinais (libras) e da língua gestual portuguesa (lgp)Publication . Cabral, Alcione Costa de Aquino Pinto; Viana, Flávia Roldan; Sousa, Célia Maria; Bay, Rejane Andréa Matias AlvaresA luz do imperativo urgente do desenvolvimento inovador do intercâmbio da cultura científica do Ensino Superior entre Brasil e Portugal, nomeadamente através desta investigação tão urgente, é com muito agrado e jubiloso reconhecimento, que acolho e louvo este extraordinário trabalho de pesquisa e de reflexão, enriquecendo o património bibliográfico dos dois países irmãos. Os ambiciosos frutos desta investigação, para além de outros factores não menos importantes, que não cabe compreensivelmente, aqui, enunciar, poderão oferecer oportunidades excecionais para a partilha de proximidade de experiências e saberes entre as comunidades das Pessoas Surdas do Brasil e de Portugal, cujos Governos subscreveram, neste século XXI, a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas. Mais ainda, convoca para a interligação entre as comunidades educativas e de formação das crianças e dos /as jovens com surdez, na perspetiva da afirmação e defesa das suas línguas maternas e culturas, bem como no sentido da sua cidadania plena, em todos os âmbitos da vida em sociedade. Aliás, todos os trabalhos da comunidade científica, na minha opinião, devem oferecer contributos sólidos e relevantes para a melhoria das políticas públicas da educação inclusiva e da cultura da participação plena de todos os cidadãos e cidadãs, e com maior incidência, nesta área da nossa ciência cidadã para as Pessoas Surdas e suas famílias. Daqui, decorre a obrigação da maior visibilidade e debates com referência a esta obra científica, que consubstancia o trabalho extraordinário dos seus Autores/as, nomeadamente do Instituto Politécnico de Leiria, na Pessoa da Senhora Professora Doutora Célia Sousa, de modo a incentivar as novas gerações nesta exaltante tarefa de continuar a aprofundar técnica e cientificamente estas matérias. Em Portugal, a nossa metodologia de trabalho, designadamente na construção do Primeiro GESTUÁRIO de Língua Gestual Portuguesa (LGP), através de um acordo de cooperação entre o Ministério da Educação e o Ministériodo Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, contou, desde o início, com a mais elevada prioridade e imprescindível participação das Pessoas Surdas, organizações representativas dos seus interesses, Intérpretes de Língua Gestual Portuguesa, Casa Pia de Lisboa e Educadores e Professores, além da cooperação excecional da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Uma das mais importantes consequências do GESTUÁRIO, consubstanciou- se no reconhecimento da LGP, na Constituição da República Portuguesa, como uma reivindicação da comunidade das Pessoas Surdas Portuguesas, bem como no desenvolvimento de projetos bilíngues. Por exigência ética - “NADA SOBRE NÓS, SEM NÓS” Por fim e agradecendo esta oportunidade de participação, estou cada vez mais convicto que, no universo dos Direitos Humanos e da Ciência Cidadã, a cultura de cooperação entre as comunidades da Investigação e da Ciência, entre Portugal e o Brasil, continua e continuará a ter um papel indispensável, como se comprova com esta obra científica tão estimulante e inspiradora. Ainda mais, no âmbito das questões das línguas maternas das Pessoas Surdas de Portugal e do Brasil.
- Literatura em Multiformato e DUA na Formação InicialPublication . Viana, Flávia Roldan; Sousa, Célia Maria; Cabral, Alcione Costa de Aquino Pinto; Silva, Miriam CarineO presente artigo se debruça sobre a articulação estratégica entre dois dispositivos cruciais para a efetivação da escola inclusiva: a Literatura em Multiformato Acessível e o Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA). A convergência entre a flexibilidade do material (Literatura Multiformato) e a flexibilidade do planejamento (DUA) se apresenta, portanto, como uma via promissora para qualificar a acessibilidade literária e do currículo no cotidiano da escola básica. A concretização desses ideais depende intrinsecamente da formação inicial de professores. É nesse contexto que o presente estudo traz uma pesquisa empírica realizada com alunos da disciplina “Pesquisa e processos de inclusão escolar na educação básica”, do curso de Pedagogia de uma Universidade pública. De natureza empírica, buscou analisar as percepções e o conhecimento de futuros docentes acerca da articulação entre a Literatura em Multiformato Acessível e o Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA). Para tal, a investigação enquadrou-se na modalidade de Estudo de Caso, permitindo uma análise aprofundada de um fenômeno específico — a formação para a inclusão na disciplina curricular — em um contexto delimitado. É crucial que o conceito de DUA como planejamento universal e preventivo seja consolidado, superando a lógica da adaptação tardia e da visão restritiva de público-alvo.
