ESSLei - Mestrado em Enfermagem Comunitária - Área de Enfermagem em Saúde Familiar
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Percorrer ESSLei - Mestrado em Enfermagem Comunitária - Área de Enfermagem em Saúde Familiar por orientador "Menino, Eva Patrícia da Silva Guilherme"
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- Avaliação e Intervenção Familiar em Cuidados de Saúde Primários para Famílias de Crianças com Necessidades de Saúde EspeciaisPublication . Barros, Ana Carolina Garcia; Menino, Eva Patrícia da Silva GuilhermeEnquadramento: O presente relatório insere-se no âmbito do Estágio de natureza profissional em Enfermagem de Cuidados à Família, integrado no VIII Mestrado em Enfermagem Comunitária na área de Enfermagem de Saúde Familiar, da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Leiria. O percurso formativo decorreu em contexto de Unidade Saúde Familiar (USF) da Unidade Local de Saúde da Região de Leiria, permitindo o desenvolvimento progressivo de competências especializadas na prestação de cuidados centrados na família enquanto unidade de cuidados. A prática clínica foi sustentada por referenciais teóricos da Enfermagem de Saúde Familiar e por uma abordagem sistémica, sendo complementada por uma componente de prática baseada na evidência centrada nas necessidades de saúde especiais (NSE) em crianças, com particular enfoque no Transtorno do Défice de Atenção e Hiperatividade (TDAH). As NSE em crianças correspondem a condições que afetam a funcionalidade e requerem cuidados diferenciados, com impacto no desenvolvimento e bem-estar (OE, 2022). Estas crianças apresentam maior risco de problemas de saúde mental, exclusão social e dificuldades no acesso aos cuidados (OMS, 2023; Stevens et al., 2024). A presença de NSE implica desafios significativos para a família, nomeadamente stress, sobrecarga e impacto na saúde dos cuidadores (Stevens et al., 2024). A identificação precoce e a intervenção centrada na família são fundamentais para promover a adaptação e prevenir complicações (Okido et al., 2018). No caso do TDAH, enquanto perturbação frequente do neuro desenvolvimento, destaca-se a necessidade de reorganização familiar e de intervenções ajustadas às necessidades específicas (WHO, 2019; American Psychiatric Association, 2023; Wright & Leahey, 2011; Meleis, 2010). Objetivos: Desenvolver competências comuns e específicas do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Saúde Familiar em contexto de cuidados de saúde primários; Caracterizar o contexto da prática clínica; e, no âmbito da prática baseada na evidência, identificar crianças com NSE numa USF e avaliar o funcionamento de uma família com uma criança com diagnóstico de TDAH. Metodologia: O relatório baseia-se numa abordagem descritiva e reflexiva do percurso de estágio, articulando uma análise crítica da prática clínica com uma componente de investigação. Esta integrou dois estudos, um quantitativo, com aplicação do Children with Special Health Care Needs Screener © (CSHCN Screener ©), e um estudo qualitativo, através de um estudo de caso de uma família com uma criança com TDAH. A avaliação familiar foi realizada com recurso ao Modelo de Calgary de Avaliação e Intervenção Familiar, complementado por instrumentos validados, nomeadamente a escala APGAR Familiar, Escala de Risco Familiar de Segovia- Dreyer, Escala de García-González, Escala de Readaptação Social de Holmes e Rahe e FACES II. Resultados: A prática clínica permitiu o desenvolvimento de competências ao nível da avaliação e intervenção familiar, da tomada de decisão clínica e da articulação com a equipa multidisciplinar, evidenciando a importância da continuidade de cuidados nos CSP. No âmbito do estudo, verificou-se que as NSE nem sempre estão associadas a diagnósticos médicos, manifestando-se sobretudo ao nível da funcionalidade e necessidade de vigilância contínua. Observou-se que as famílias podem apresentar níveis adequados de adaptação e funcionalidade, mesmo na presença de uma criança com NSE, coexistindo, contudo, fatores de risco como o aumento do stress parental e a sobrecarga do cuidador principal. Conclusão: O relatório evidencia que a Enfermagem de Saúde Familiar assume um papel central na resposta às necessidades das famílias em contexto de CSP, exigindo uma prática baseada na evidência, centrada na família e sustentada em modelos teóricos. A componente de investigação reforça a importância de uma abordagem multidimensional das NSE, centrada na funcionalidade e no impacto familiar. O desenvolvimento de competências ao longo do estágio permitiu consolidar uma prática autónoma, crítica e reflexiva, orientada para a promoção da adaptação familiar, da resiliência e da qualidade dos cuidados. Apesar das limitações associadas à dimensão da amostra, os resultados obtidos contribuem para a valorização da intervenção do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Saúde Familiar.
- Conhecimento sobre sexualidade e a comunicação na Família com filhos adolescentes dos 12 aos 15 anosPublication . Silva, Rita Menino; Menino, Eva Patrícia da Silva GuilhermeO enfermeiro de família estabelece uma interação estruturada e dinâmica com a família, aplicando um pensamento crítico sobre a saúde familiar. Através da recolha e análise de dados, identifica problemas, formula diagnósticos de enfermagem e define objetivos, planeando a intervenção de forma colaborativa ao longo do ciclo vital da família. A adolescência caracteriza-se pela procura de identidade, aumento da independência e reorganização das relações familiares, representando momentos de vulnerabilidade, mas também de oportunidade para intervenções de enfermagem facilitadoras dessas mudanças, promovendo uma adaptação saudável, nomeadamente a nível da sexualidade. Assim, foi realizado um estudo quantitativo, com o objetivo de identificar a relação entre o nível de conhecimento sobre sexualidade e a comunicação em Educação Sexual na Família com os filhos adolescentes, com idades compreendidas entre os 12 e os 15 anos. Os resultados do estudo que ilustra a prática baseada na evidência indicam que as principais áreas em que o Enfermeiro de Família deve intervir junto das famílias são: conhecimentos sobre as temáticas “Infeções Sexualmente Transmissíveis, VIH/SIDA” e “Primeira relação sexual e preocupações sexuais”. Resulta ainda a necessidade de fortalecer o conhecimento sobre temáticas: contraceção e práticas seguras, prevenção da gravidez, sexualidade e prazer sexual; trabalhar a utilização oportuna das estratégias de comunicação manipulativa e assertiva; desmistificar mitos, preocupações sobre a sexualidade junto das famílias, mães e pais. Torna-se, assim, premente organizar a resposta no domínio dos cuidados de Enfermagem de Saúde Familiar para ir ao encontro das necessidades identificadas. Este relatório possibilitou a consolidação da perceção profissional acerca do papel do Enfermeiro Especialista em Enfermagem Comunitária na área de Enfermagem de Saúde Familiar, assim como evidenciar as competências adquiridas ao longo dos estágios. Através de uma abordagem descritiva e crítico-reflexiva, são apresentadas as atividades desenvolvidas, bem como o desenvolvimento de competências no âmbito pessoal e profissional do Enfermeiro Especialista.
- ESTÁGIO III – Estágio de natureza profissional em Enfermagem de Cuidados à Família em contexto de USF ou UCSPPublication . Almeida, Carolina Correia; Menino, Eva Patrícia da Silva GuilhermeEnquadramento: A saúde das famílias é influenciada pelo meio que as envolve, onde a crescente modernização dos meios tecnológicos e consequente digitalização a que se assiste na sociedade têm exposto as gerações mais jovens a novas patologias como a adição sem substâncias. Esta problemática pode originar Necessidades de Saúde Especiais (NSE) nas crianças, impactando a dinâmica familiar e levando a stress, sobrecarga e outras comorbilidades para a família. O Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Saúde Familiar detém as competências técnicas e científicas para intervir junto destas famílias, baseando a sua prática em modelos teóricos de Enfermagem fundamentados e na evidência científica. O presente relatório debruça-se sobre o percurso académico relativo ao Mestrado em Enfermagem Comunitária na área de Enfermagem de Saúde Familiar, sendo composto por uma contextualização da prática de Enfermagem de Saúde Familiar, nos Cuidados de Saúde Primários, em particular a Unidade de Saúde Familiar (USF) L, onde decorreram os ensinos clínicos em que foi possível desenvolver esta prática. Segue um capítulo dedicado aos modelos teóricos que guiaram a atividade desenvolvida. Posteriormente, debruça-se sobre as competências do enfermeiro especialista, gerais e específicas, e a forma como foram trabalhadas ao longo do percurso académico. De seguida, apresenta-se o capítulo sobre a Prática Especializada Baseada na Evidência, em que se desenvolveu a componente da investigação, complementando as bases teóricas com a dimensão prática. Objetivos: Foram realizados 2 estudos correlacionados. O primeiro – Estudo 1 -, tem por objetivo identificar crianças com NSE na USF L. O segundo – Estudo 2 – pretende avaliar a estrutura, o desenvolvimento e a funcionalidade de uma família com uma criança com NSE, particularmente adição sem substâncias. Métodos: Estudo 1 - quantitativo e descritivo, baseado na aplicação do Children with Special Health Care Needs (CSHCN) Screener a crianças entre os 3 e os 17 anos e 364 dias de idade inscritas e a frequentar consultas de Saúde Infanto-Juvenil na USF L. Estudo 2 - estudo de caso, de natureza qualitativa, baseado na avaliação familiar de uma família com filho com NSE, particularmente adição sem substâncias, utilizando o Modelo de Calgary de Avaliação e Intervenção Familiar, a escala de APGAR Familiar, a Escala de Risco Familiar de Segovia Dreyer e a Escala de Risco Familiar de García-Gonzalez. Resultados: Estudo 1 – Constatou-se que 58,3% (n= 7) da amostra (n=12) respondeu positivamente a pelo menos 1 das perguntas contempladas no CSHCN Screener, classificando-se como portadoras de NSE, com maior representação do sexo masculino (71,4%). 5 (41,7%) responderam positivamente à necessidade de toma de medicação prescrita e à utilização de serviços de saúde, saúde mental ou serviços educacionais, 4 (33,3%) à necessidade de terapia específica e 3 (25%) à limitação funcional e à existência de problema de saúde que requer acompanhamento ou tratamento. 2 crianças apresentaram necessidade de saúde especial associada a apenas uma dimensão contemplada no Screener, 1 (8,3%) da dependência e 1 (8.3%) da utilização de serviços. 3 crianças apresentaram necessidade associada a duas dimensões, em particular 2 (16,3%) na dependência e utilização de serviços e 1 (8,3%) na limitação funcional e utilização de serviços. 2 crianças apresentaram necessidade associada às três dimensões (16,7%). Estudo 2 – Realizou-se a avaliação de uma família reconstruída, composta por 5 elementos, tendo sido possível constatar comprometimento na ligação mãe/filho entre a mãe e a criança com adição sem substâncias, com relação de dependência, stress, sobrecarga e sono comprometido da mãe, comunicação verbal da criança com adição sem substâncias comprometida, coping familiar comprometido e satisfação com os cuidados de saúde comprometida. Obtiveram-se pontuações finais de 9 pontos na escala de APGAR Familiar. Não se identificou risco familiar através das escalas de risco familiar nomeadas, mostrando que a presença de NSE num elemento da família não implica necessariamente a existência de risco familiar, perante estas escalas. Conclusão: Os resultados obtidos no Estudo 1 sugerem uma tendência positiva para a presença de NSE na população pediátrica, predominantemente nas crianças do sexo masculino, embora a amostra limita requeira mais estudos e com maior abrangência. Por outro lado, a avaliação familiar realizada no Estudo 2 permitiu constatar o impacto familiar da adição sem substâncias, corroborando a evidência científica. Apesar disto, não se verificou comprometimento da satisfação com o funcionamento familiar ou risco familiar de acordo com as escalas aplicadas. Fomenta-se, assim, a necessidade de mais estudos que abordem a adição sem substâncias em crianças e o seu impacto a nível familiar. A realização deste relatório permitiu não só a consolidação dos conhecimentos e competências adquiridos ao longo dos ensinos clínicos e a mudança do paradigma da pessoa para a família, como mais cimentar a importância do papel do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Saúde Familiar na abordagem das famílias, enquanto elemento de referência na promoção do seu funcionamento adequado.
- Estágio III – Estágio de natureza profissional em Enfermagem de Cuidados à Família em contexto de USF ou UCSPPublication . Gomes, André Guerra; Menino, Eva Patrícia da Silva GuilhermeEnquadramento: Este relatório de estágio decorre em contexto de Cuidados de Saúde Primários, reconhecidos como base do sistema de saúde e fundamentais na promoção da saúde e prevenção da doença. É fundamentado através do olhar de um mestrando em Enfermagem Comunitária na área de Enfermagem de Saúde Familiar. As Unidades de Saúde Familiares (USF) assumem um papel central na prestação de cuidados personalizados e contínuos às famílias, nesse contexto, a enfermagem de saúde familiar destaca-se pela abordagem sistemática da família enquanto unidade de cuidados, integrando modelos teóricos como o Modelo de Calgary de Avaliação e Intervenção Familiar (MCAIF). Abordaremos todo o processo de aprendizagem adquirido através do ensino clínico, complementando com as competências de um enfermeiro especialista, tanto comuns como especificas. Falaremos ainda da prática especializada baseada na evidencia, esta fase através de dois estudos que se complementam entre si através da identificação de crianças com Necessidade de Saúde Especiais (NSE) e o estudo de uma família com uma criança com Perturbação do Espectro do Autismo (PEA) Objetivos: Apresentar o percurso de desenvolvimento das competências comuns e especificas de um Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Saúde Familiar; caracterizar o contexto da prática clínica no âmbito da prática baseada na evidencia identificando crianças com necessidade saúde especiais numa USF e avaliar o funcionamento de uma família com uma criança com diagnóstico de PEA Métodos: Este relatório tem uma base maioritariamente descritiva e reflexiva do decorrer do estágio, apresenta ainda um estudo quantitativo com a aplicação do Children with Special Health Care Needs Screener (Pires et al., 2026), às crianças com idades compreendidas entre os 3 e os 17 anos e 364 dias inscritas na unidade e um estudo qualitativo através da avaliação de uma família com filho com Necessidade de Saúde Especial, neste caso, PEA, recorrendo aos seguintes instrumentos: Modelo de Calgary de Avaliação e Intervenção Familiar, escala de APGAR Familiar, Escala de Risco Familiar de Segovia Dreyer e Escala de Risco Familiar de García-Gonzalez. Resultados: O estágio permitiu o desenvolvimento de competências comuns e especificas do enfermeiro especialista, nomeadamente nos domínios da responsabilidade ética e legal, melhoria continua da qualidade, gestão de cuidados e liderança em processos de intervenção familiar. Destaca-se a importância da relação terapêutica com a família, da personalização dos cuidados e relação interprofissional. Foram, ainda, desenvolvidas melhorias organizacionais e de capacitação dos utentes e cuidadores. Os resultados demonstraram que 47,4% das crianças avaliadas apresentam necessidades de saúde especiais, com predominância na dependência de medicação. No estudo familiar, identificaram-se fragilidades na comunicação, sobrecarga do cuidador e ausência de rede de apoio eficaz, tendo sido delineadas intervenções dirigidas à capacitação familiar e articulação de recursos. Conclusão: A experiência no estágio reforma a prática de enfermagem de saúde familiar, centrada na família, sustentada por modelos teóricos estruturados e pela evidencia científica revelando-se essencial na identificação precoce de necessidades e na implementação de intervenções unificadas para cada família. Os resultados, ainda, evidenciam a relevância dos cuidados de proximidade e a complexidade no papel de enfermeiro especialista na capacitação familiar e na promoção de ganhos de saúde
- Práticas e conhecimentos dos adolescentes face à sexualidadePublication . Mendonça, Ivanusa; Menino, Eva Patrícia da Silva GuilhermeIntrodução: A adolescência é uma etapa estruturante do ciclo vital da família, determinando o desenvolvimento humano e suas transformações ao longo da vida nas diferentes sociedades. A sexualidade do adolescente pode apresentar-se desarmoniosa, pois o equilíbrio emocional nem sempre acompanha o equilíbrio física. Há que destacar que a sexualidade do adolescente transcende o aspeto biológico, manifestando-se como um fenómeno psicológico e social, neste sentido a necessidade de ações educativas preventivas aos adolescentes, pois a falta de informação contribui para a sua vulnerabilidade. Os adolescentes reconhecem a importância da educação sexual, mesmo não tendo uma lei que garanta a mesma, mas as estratégias de implementar garantirão a promoção, proteção e ganhos em saúde e da família. Objetivo: Avaliar as práticas e os conhecimentos dos adolescentes face à sexualidade e prevenção das ISTs e gravidez; conhecer quais são os métodos contracetivos que os adolescentes utilizam, compreender como os adolescentes utilizam os métodos contracetivos, conhecer a opinião dos adolescentes sobre a importância da educação sexual nas escolas e na família. Método: Estudo exploratório, descritivo, com abordagem quantitativa para análise dos dados realizado numa escola católica das periferias de Bissau no ano 2023,com autorização do comitê de ética em saúde n: 034, com uma amostra não probabilística de conveniência constituída por estudantes dos 13 aos 16 anos de idade, o instrumento de investigação integra duas partes, uma corresponde à caraterização sociodemográfica dos estudantes e uma segunda parte com questões relacionadas com a sexualidade e métodos contracetivos. O tratamento de dados foi efetuado através do programa SPSS Statistics Base versão 27. Resultados: verificou-se que a maioria dos participantes são raparigas no 8º e 9º ano (55,20% e 66,70% respetivamente), ao passo que no 7º ano são os rapazes a maioria 60,90%. Podemos verificar que a larga maioria dos participantes recebeu educação sobre a sexualidade/ planeamento familiar especialmente no 9º ano (100.00%), no 7º ano temos 78,30% e no 8º são já 86.20%. Ainda constatam que a larga maioria dos participantes não usa os métodos contracetivos na sua primeira relação sexual especialmente, no 8º ano (89,70% dos respondentes refere não ter utilizado); no 7º ano tem 87.00% que refere o não uso e no 9º ano só são 52.80%, contudo neste ano de escolaridade 36.90% não responderam. Assim podemos inferir que apesar de terem recebido educação, a maioria não usou métodos contracetivos na sua primeira relação sexual. Considerações finais: nesta fase do ciclo vital familiar é fundamental uma adequada educação sexual para que a adolescente tenha a possibilidade de aprender a cuidar não só de sua saúde reprodutiva, como também tenha abertura para falar de dúvidas, medos, desejos e emoções.
- RELATÓRIO DE ESTÁGIO EM ENFERMAGEM – CUIDADOS DE SAÚDE À FAMÍLIA EM CONTEXTO DE USFPublication . Pereira, Rute Isabel Simões; Menino, Eva Patrícia da Silva GuilhermeEnquadramento: Os cuidados de saúde têm sofrido evoluções ao longo do tempo, sobretudo os cuidados de enfermagem de saúde familiar. Os modelos teóricos suportam esta mudança de paradigma, bem como a sua consolidação com a prática clínica. É essencial olharmos para a família como um todo, em interação interna e com o meio envolvente. Qualquer alteração numa das partes do sistema familiar, afetará as restantes partes. O enfermeiro de família acompanha os sistemas familiares ao longo de todo ciclo vital, seguindo as suas transições. As transições normativas fazem parte do desenvolvimento do sistema, enquanto as acidentais surgem de forma inesperada, colocando o equilíbrio da família à prova. As crise acidentais ocorrem de diversas formas, nomeadamente o aparecimento de uma doença crónica. O diagnóstico da Perturbação do Espetro do Autismo (PEA) traz consigo inúmeros desafios, a família necessita de adaptar a sua dinâmica às necessidades exigidas pela doença. Diariamente, os pais são confrontados com várias dificuldades, desde as perturbações do neurodesenvolvimento, sono e alimentação até aos episódios de ataques. O papel do enfermeiro pode ser muito importante, no processo de aceitação e adaptação da família a este novo desafio. O relatório apresenta uma contextualização dos Cuidados de Saúde Primários (CSP), especialmente da USF B e do seu respetivo concelho. Os modelos teóricos serviram de orientação para o desenvolvimento do relatório, bem como para a prática clínica desenvolvida no estágio. Através da prática baseada na evidência, foi elaborada uma investigação, permitindo consolidar a parte teórica com a prática. Objetivo: Contextualizar os CSP, principalmente a unidade familiar onde foi realizado o Ensino Clínico (EC). Apresentar o desenvolvimento de competências comuns e específicas da Enfermagem Comunitária na Área de Saúde Familiar, nomeadamente nas famílias em contexto de vulnerabilidade. Evidenciar o foco numa prática baseada na evidência, através do desenvolvimento de um projeto de investigação. Metodologia: O desenvolvimento de competências comuns e específicas, através de uma análise crítico-reflexiva sobre as práticas desenvolvidas durante este percurso académico. O estágio de enfermagem foi realizado na USF B, inserida no concelho B. A análise da população deste concelho, bem como os cuidados de enfermagem implementados, são analisados por meio de indicadores disponibilizados pela unidade familiar e pelos valores estatísticos divulgados. A investigação: “Crianças e adolescentes com Perturbação do Espetro do Autismo: coesão e adaptabilidade familiar”, surgiu no âmbito da componente prática baseada na evidência. Este projeto permite analisar os níveis de coesão e adaptabilidade destas famílias vulneráveis, através da aplicação de um questionário sociodemográfico e a Escala das FACES III, respeitando as considerações éticas. Resultados: No relatório emergem os resultados obtidos no percurso de desenvolvimento de competências gerais e específicas da enfermagem familiar. Relativamente ao projeto de investigação, as famílias participantes apresentam níveis equilibrados de funcionamento, sendo classificadas como ligadas (coesão) e estruturadas (adaptabilidade). Conclusões: O presente relatório expôs o percurso realizado ao longo do percurso académico, através do desenvolvimento dos objetivos propostos. No que concerne à investigação, os resultados obtidos foram ao encontro de outros projetos. No entanto, há vários fatores que influenciam as experiências e o impacto desta doença no sistema familiar. O enfermeiro de família desempenha um papel importante nas transições de vida das famílias, através do seu apoio, facilita a mudança e promove a saúde.
