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- Objetivo Subjetivo ViceversaPublication . Sastoque, Gabriela Tellez; Pires, Fernando Alípio BrízioEsta dissertação propõe-se explorar uma série de ideias que surgem da reflexão do “eu” e do “outro”, da sua relação e interação, e materializar alguns conceitos que rodeiam este tema, através de uma análise autoral e subjetiva do que significam. Através de diferentes propostas de objetos ou jogos, que são, na verdade, experiências que convidam os seus utilizadores a conectar-se com os outros, nesse espaço e tempo que é proposto em cada experiência-objeto. É, no fundo, a apresentação muito breve de um universo utópico, onde a comunicação e a experiência comum são o centro de toda a conversa.
- Uma pesquisa sobre os perfis de gestores culturais em companhias de teatro descentralizadas em Portugal: estudo a partir da Associação A DescampadoPublication . Silva, Gessica Michele Wermelinger Lomba da; Matoso, Rui Manuel Pinto Ibañez; Magalhães, Carla da Assunção da SilvaEsta dissertação investiga os perfis e as práticas dos gestores culturais em companhias de teatro descentralizadas em Portugal, tomando como estudo de caso a rede de profissionais associada à Associação A Descampado. O estudo procura compreender quem são estes gestores e de que forma sustentam os processos criativos e asseguram a continuidade das suas companhias. O referencial teórico integra conceitos de gestão cultural, artes cénicas em Portugal, em diálogo com a evolução das políticas culturais e da descentralização teatral no país. A metodologia combina abordagens quantitativa e qualitativa, recorrendo a inquéritos por questionário e entrevistas semiestruturadas com gestores da rede. Os resultados evidenciam um perfil profissional que este trabalho denomina Hibridismo Resiliente, caracterizado pela fusão entre sensibilidade artística e competência administrativa como estratégia de sobrevivência. Estes gestores atuam como "agentes de fronteira", conciliando decisões criativas e estratégicas para garantir a sustentabilidade das suas organizações. A investigação contribui para o debate sobre a profissionalização do setor e sublinha a necessidade de políticas públicas que reconheçam a especificidade e a importância política da gestão cultural em contextos descentralizados. As transcrições integrais das entrevistas não são incluídas nesta dissertação, de forma a garantir o anonimato dos participantes. Poderão, contudo, ser disponibilizadas para fins de investigação, mediante pedido à autora e em conformidade com os princípios éticos e de confidencialidade.
- Vestidas para fazer coisasPublication . Crespo, Raquel Parreira; Bispo, Renato Jorge Costa LopesA disparidade de acesso, oportunidades, poderes e recursos entre homens e mulheres, consolidada ao longo dos séculos, moldou a sociedade normalizando uma falsa sensação de igualdade de género, que de facto não se concretiza em termos de direitos e oportunidades. Ao longo da História, a mulher viveu opressões impostas por esta desigualdade, que permanece até hoje, em formas subtis de violência estrutural. Este projeto pretende promover a igualdade de género através do design, afastando o corpo feminino de uma perceção associada à sexualização e objetificação, e procurando uma visão mais neutra e funcional do corpo. Ao longo do processo de trabalho foram analisados objetos que relacionam o design com a luta pela igualdade de género em diferentes momentos históricos. A partir destes exemplos, e de momentos de partilha e reflexão com outras mulheres, procurou-se compreender como desenhar objetos emancipatórios. O projeto resultou na criação de seis vestidos que convidam à reinterpretação do corpo, como forma de combater estereótipos femininos. A partir de vestidos orientados para ações como caminhar, sentar no chão ou dançar, põe-se em evidência o papel do corpo na emancipação das mulheres. Criando vestidos femininos, feministas e emancipatórios. Os resultados obtidos permitem concluir que é possível combater a desigualdade de género a partir do design, salientando a importância da comunidade de mulheres neste processo. Reforça a importância do corpo feminino enquanto agente de ação que convida à liberdade, à descoberta do corpo e à autodeterminação.
- Inteligência Artificial ao serviço do Marketing Relacional: perceções dos consumidores, confiança, satisfação, compromisso e fidelizaçãoPublication . Moura, Micael da Silva; Ferreira, Vítor Hugo dos SantosA crescente integração da Inteligência Artificial (IA) nas estratégias de marketing tem vindo a transformar a forma como consumidores e marcas interagem, criando novas oportunidades, mas também novos desafios para a gestão das relações com os clientes. No contexto do Marketing Relacional, esta transformação assume particular relevância, uma vez que a adoção de tecnologias inteligentes pode influenciar dimensões centrais como a confiança, a satisfação, o compromisso e a fidelização. Apesar do crescimento da literatura sobre IA aplicada ao marketing, continuam a ser relativamente limitados os estudos que analisam o impacto das perceções dos consumidores sobre a utilização desta tecnologia nos principais pilares do Marketing Relacional. Neste sentido, a presente investigação tem como objetivo analisar de que forma os benefícios e riscos percebidos da utilização de IA influenciam a confiança, a satisfação, o compromisso e a fidelização dos consumidores. Para responder a este objetivo, foi desenvolvido um estudo de natureza mista. A componente quantitativa baseou-se na aplicação de um questionário online a consumidores portugueses, permitindo analisar as relações entre as perceções sobre IA e os construtos relacionais em diferentes setores de atividade. Complementarmente, foram realizadas entrevistas semiestruturadas a gestores com ligação direta ou indireta ao marketing e à utilização de IA nas suas organizações, com o intuito de aprofundar a interpretação dos resultados e compreender a perspetiva empresarial sobre a adoção desta tecnologia. Os resultados evidenciam que os benefícios percebidos da IA tendem a influenciar positivamente a satisfação e o compromisso dos consumidores, embora os seus efeitos não sejam homogéneos entre setores. Por outro lado, os riscos percebidos revelam um impacto mais limitado, surgindo sobretudo associados à confiança em contextos específicos. A fidelização mostrou-se mais fortemente relacionada com a satisfação e o compromisso do que com a confiança enquanto preditor direto, sugerindo que a IA não gera fidelização de forma automática, mas pode reforçar os mecanismos relacionais que a sustentam. A investigação contribui, assim, para uma melhor compreensão do papel da IA no Marketing Relacional, demonstrando que esta pode constituir uma vantagem competitiva quando é integrada de forma estratégica, transparente, ética e centrada no consumidor. Mais do que substituir a relação humana, a IA deve ser entendida como uma ferramenta capaz de potenciar experiências mais relevantes, personalizadas e consistentes entre marcas e consumidores.
