ESSLei - Mestrado em Terapia da Mão
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Percorrer ESSLei - Mestrado em Terapia da Mão por Domínios Científicos e Tecnológicos (FOS) "Ciências Médicas::Ciências da Saúde"
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- Abordagem Multimodal de Base Tecnológica na Reabilitação de Fratura Distal Bilateral do Rádio: Um Estudo de Caso em Terapia da MãoPublication . Loureiro, Pedro Miguel Ribeiro; Ribeiro, Jaime Emanuel MoreiraA Fratura Distal do Rádio (FDR) é uma lesão traumática no Membro Superior (MS) com elevada incidência na população, que representa um desafio na reabilitação músculo-esquelética. Esta condição de saúde, resulta frequentemente de quedas, acidentes de trabalho, desportivos e/ou rodoviários. Representa limitações significativas na biomecânica, integridade articular e funcionalidade do punho e mão. Na Terapia Ocupacional (TO) nomeadamente, o reeducador da mão intervém na reabilitação funcional do punho e da mão, acompanhando a pessoa desde a ocorrência do trauma até à (re)aquisição da sua autonomia funcional. A reabilitação mediada por tecnologia, enquanto complemento à terapia convencional, tem demonstrado potenciar a motivação e a adesão terapêutica da pessoa, promovendo benefícios sustentados para os clientes, devidamente suportados pela evidência científica. Esta investigação teve como objetivos avaliar a eficácia da integração da tecnologia como complemento na reabilitação de fratura distal do rádio (FDR) e comparar o contributo de uma intervenção complementar de base tecnológica com uma intervenção tradicional. O estudo consistiu numa intervenção multimodal, desenvolvida através de um estudo de caso com amostragem não probabilística de natureza intencional. Foi descrito o processo de avaliação e intervenção em Terapia Ocupacional, realizado com um participante do sexo masculino, com 40 anos de idade, em processo de reabilitação após fratura distal do rádio. Com o término das sessões de intervenção, verificaram-se melhorias significativas no participante, no que diz respeito ao aumento das amplitudes de movimento, da força de preensão global e de pinça, diminuição da dor e edema do punho e mão, e melhoria da aparência das cicatrizes. Esta melhoria permitiu ao participante readquirir a sua independência na realização das atividades de vida diária (AVD), e regressar à sua atividade laboral.
- Adaptação Cultural e Pré-Teste da Escala de Cicatrização de Vancouver para a População PortuguesaPublication . Martins, Mafalda Semedo Louro de Castro; Dias, Sara Alexandra da Fonseca Marques Simões; Teixeira, Liliana Fernanda da ConceiçãoEste estudo tem como objetivo adaptar culturalmente e realizar um pré-teste, para posterior validação da Escala de Cicatrização de Vancouver para a população portuguesa, em contexto clínico. A posterior validação da escala para a população portuguesa permitirá padronizar a avaliação de cicatrizes entre utentes portugueses, facilitando a comunicação entre profissionais de saúde e a comparação da eficácia de diferentes tratamentos. A metodologia adotou uma abordagem fenomenológica mista, descritiva, observacional e transversal. Foi realizada a adaptação cultural da Escala de Cicatrização de Vancouver para o português europeu, seguida de um pré-teste com profissionais de saúde, utilizando um painel Delphi para garantir a equivalência semântica e a relevância cultural dos itens. Os resultados preliminares sugerem que a escala é uma ferramenta eficaz para a avaliação de utentes portugueses com cicatrizes em contextos clínicos variados. Como conclusão do estudo, pode-se inferir que a validação da escala é essencial para padronizar a avaliação de cicatrizes, melhorando a comunicação entre profissionais de saúde e possibilitando comparações precisas de tratamentos. A continuidade do estudo, com a realização da terceira fase, é recomendada para confirmar a consistência da escala ao longo do tempo e em diferentes contextos clínicos.
- Avaliação da funcionalidade das preensões da mão na Síndrome do Túnel do Carpo: eficácia e dorPublication . Rodrigues, Ana Maria Borrego; Pinto, Rui Manuel da Fonseca; Roldão, Elisabete Jorge da CostaA Síndrome do Túnel do Carpo (STC) é uma das neuropatias compressivas mais prevalentes do membro superior, caracterizada por dor, dormência e fraqueza muscular, frequentemente associada a movimentos repetitivos e atividades exigentes. Esta condição compromete a funcionalidade da mão, sobretudo nas preensões necessárias para a realização das atividades significativas da pessoa. O presente estudo teve como objetivo avaliar a eficácia e a dor durante a execução das 33 preensões descritas por Feix et al. (2016), em indivíduos com diagnóstico de STC, relacionando essas dificuldades com o impacto funcional no quotidiano. Trata-se de um estudo observacional realizado numa clínica especializada em lesões músculo-esqueléticas, com uma amostra de 31 participantes, maioritariamente do sexo feminino (80,6%) e com idade entre 45 e 70 anos. Foi aplicado um questionário estruturado e realizada a avaliação prática de todas as preensões, com análise quantitativa e qualitativa dos resultados. Os dados mostraram que todos os participantes foram capazes de realizar as preensões eficazmente, sem dor ou perda imediata de força em contexto clínico. Contudo, relataram limitações em atividades diárias, que exigem movimentos repetitivos ou força sustentada, especialmente nas ocupações Trabalho, AVDI’s e Lazer. As preensões de força (Fixed Hook, Medium Wrap) e algumas de precisão (Tip Pinch, Precision Disk) foram as mais referidas como problemáticas. Conclui-se que, apesar da execução isolada das preensões não evidenciar limitações, estas tornam-se relevantes em contextos funcionais prolongados. Assim, torna-se essencial a avaliação e intervenção da valência de terapia ocupacional, considerando não apenas a capacidade estática, mas também a aplicação prática das preensões, orientando estratégias de prevenção e compensação para manter a autonomia e participação dos indivíduos com STC.
- Caracterização da Endurance da Preensão da Mão em jovens portuguesas do sexo femininoPublication . Rodrigues, Mariana Eduarda Gomes Pereira; Rodrigues, Marco António ApolinárioO presente estudo teve como objetivo analisar a endurance da preensão manual em jovens adultas do sexo feminino e explorar a sua relação com características individuais, prática de atividade física e situação profissional. A amostra foi constituída por 91 participantes, avaliadas através de medidas de pico de força, tempo até ao pico, força média sustentada e endurance. Os resultados revelaram associações positivas entre peso, altura e IMC com o pico de força e a força média sustentada, mas não com a endurance, que apresentou correlações negativas com estas variáveis, sobretudo na mão não dominante. Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre praticantes e não praticantes de atividade física, nem entre participantes empregadas e não empregadas. Estes achados reforçam que a endurance constitui um parâmetro funcional distinto da força máxima, exigindo avaliação e intervenção específicas. Conclui-se que a endurance da preensão manual é influenciada por características individuais, mas não pela prática desportiva generalista ou pela situação profissional leve, destacando a importância de abordagens específicas na avaliação e treino da função da mão.
- Comparação do comportamento da Força de Preensão da Mão, na população portuguesa adulta, em três faixas etáriasPublication . Resina, Marta Alexandra Fernandes Silva; Pinto, Rui Manuel da FonsecaEste estudo analisou o comportamento da força de preensão da mão (FPM), na população portuguesa ao longo do ciclo de vida, em três faixas etárias, 18 aos 20 anos, 43 aos 45 anos e 68 aos 70 anos, tendo em conta o sexo e a dominância. O objetivo foi comparar o comportamento da FPM e averiguar se apresenta valores semelhantes em idades equidistantes da quarta década, onde esta atinge o seu valor máximo. Fizeram parte deste estudo 320 participantes, avaliados com o dinamómetro G200 do Biometrics E-Link®. Os resultados demonstraram que a FPM atinge o seu valor máximo na faixa etária dos 43 aos 45 anos, diminuindo significativamente nos 68 aos 70 anos, não se constatando a hipótese que previa simetria entre idades equidistantes. Em todas as faixas etárias o sexo masculino apresenta valores de FPM superiores. A mão dominante mostrou uma FPM ligeiramente superior comparativamente à mão não dominante, no entanto com menos impacto do que a idade e o sexo. Paralelamente o IMC não revelou associação significativa com a FPM. Conclui-se que a FPM varia ao longo da idade, apresentando um comportamento diferente entre sexos, sendo importante como indicador de saúde, funcionalidade e autonomia, reforçando a necessidade de programas de prevenção e de promoção da saúde ao longo do ciclo de vida.
- O contributo da Relative Motion Orthoses nas Patologias da Mão: Revisão SistemáticaPublication . Simão, Joana Esteves; Teixeira, Liliana Fernanda da Conceição; Pinto, Rui Manuel da FonsecaIntrodução: Este estudo tem como objetivo investigar o contributo da Relative Motion Orthoses (RMO) nas patologias da mão quanto à amplitude de movimento, força de preensão, dor e funcionalidade, com base na análise da literatura atual. Metodologia: Realizou-se uma revisão sistemática em conformidade com a Checklist PRISMA, abrangendo a pesquisa em quatro bases de dados, quatro registos de ensaios clínicos, literatura cinzenta e através de pesquisa manual, entre março e junho de 2023. Foram identificados estudos que usam a RMO das patologias da mão durante o processo de reabilitação. Resultados: De um total de 6072 artigos, 19 estudos cumpriram os critérios de inclusão, quatro ensaios clínicos randomizados, dois estudos de coorte, sete séries de casos e seis relatos de casos, com um total de 366 participantes. A amplitude de movimento, foi avaliada principalmente através dos critérios de Kleinert e Verdan, obtendo 48 “excelente” e 70 “bom”, assim como os critérios de Miller com 64 “excelente” e 24 “bom” no défice da extensão e com 45 “excelente” 42 “bom” no défice da flexão, respetivamente. Houve um aumento da força de preensão e diminuição da dor. A melhoria na funcionalidade foi amplamente avaliada através da QuickDSAH, PEM e MHQ, com o regresso ao trabalho entre a 1 e 12 semanas. Conclusão: A heterogeneidade dos instrumentos e critérios de avaliação adotados nos estudos resultou numa dificuldade quanto à comparação e interpretação de resultados obtidos. No entanto da evidência analisada neste trabalho sugere-se que o uso da RMO possa contribuir para uma melhoria na funcionalidade, possibilitando o regresso precoce ao trabalho. Sugere-se, o desenvolvimento de futuras investigações, em que sejam utilizados instrumentos e critérios de avaliação mais uniformes, contribuindo para fortalecer a robustez dos resultados.
- Desenvolvimento de um rato adaptado a uma mão com dificuldades de preensãoPublication . Faria, Inês Paim; Ribeiro, Jaime Emanuel Moreira; Pereira, Marcelo BritesPara muitas pessoas, a utilização do computador é uma parte essencial das suas vidas diárias, quer seja para trabalho, estudo ou lazer. No entanto, para aqueles que enfrentam desafios funcionais ou dor nas mãos, esta atividade pode tornar-se árdua, desconfortável e/ou dolorosa. Para indivíduos com condições crónicas, o uso prolongado de um rato tradicional pode agravar os sintomas e dificultar ainda mais a realização de tarefas simples no computador. No entanto, um rato ergonómico oferece uma série de benefícios que podem melhorar significativamente a sua experiência de utilização do computador. O presente estudo visou desenvolver um rato de computador adaptado para pessoas com dificuldades de manipulação e preensão da mão, utilizando tecnologia de digitalização 3D e impressão 3D, com o objetivo de proporcionar acesso e usabilidade às tecnologias. Foi selecionada uma pessoa com doença musculoesquelética degenerativa, caracterizada por deformidades na mão e dedos. Adotou-se o modelo de Design Centrado no Utilizador (DCU) que prioriza as necessidades e desejos do utilizador desde o início do processo iterativo, passando por análise, especificação, prototipagem e avaliação para garantir a eficiência, acessibilidade e satisfação do utilizador com o produto final. Realizou-se a avaliação inicial para determinar quais as necessidades específicas da pessoa com doença musculoesquelética degenerativa na utilização do rato convencional, através de uma entrevista semiestruturada e instrumentos de avaliação padronizados. A fase de conceptualização envolveu a adaptação antropométrica da superfície de contacto do rato à mão da pessoa, através e modelagem com plasticina. Após digitalização 3D do molde, o tratamento dos ficheiros foi realizado com software específico para garantir precisão e correção de defeitos. A impressão 3D do rato adaptado foi realizada, bem como testes subsequentes que permitiram ajustes finais, como a adição de material termomoldável para atender às necessidades da participante, resultando num dispositivo funcional e confortável e com alta probabilidade de utilização. O rato adaptado concebido em colaboração com a participante, foi ao encontro das expectativas da mesma, demonstrando a eficácia da metodologia DCU para melhorar a qualidade de vida e a experiência de utilização de dispositivos de pessoas com necessidades específicas. A utilização da metodologia de pelo terapeuta da mão é crucial para uma resposta otimizada no desenvolvimento de um rato de computador adaptado às necessidades de indivíduos com deformidades na mão, promovendo assim uma interação mais eficaz e confortável com o dispositivo, um desempenho ocupacional mais eficiente.
- Eficácia da Intervenção Precoce com Técnicas e Tecnologias Avançadas na Reabilitação de uma Fratura distal radiocubital: um estudo em Terapia da MãoPublication . Vieira, Tiziana Lopes; Ribeiro, Jaime Emanuel Moreira; Roldão, Elisabete Jorge da CostaAs fraturas mais comuns nos membros superiores ocorrem na região distal do rádio e do cúbito. Nos adultos, resultam frequentemente de acidentes desportivos, rodoviários ou de trabalho, enquanto, nos idosos ocorrem, geralmente, devido a quedas. A Terapia Ocupacional, sobretudo a Terapia da Mão, desempenha um papel importante na reabilitação funcional da mão e do punho, garantindo o restabelecimento de todos os movimentos após um trauma ou lesão. Visa a reabilitação desde o acompanhamento pós-cirúrgico até a reaquisição da independência nas atividades do dia-a-dia. Recorre a atividades diferenciadas e dirigidas, assim como a recursos terapêuticos especializados, para que o indivíduo possa obter o máximo de independência possível. O recurso ao uso da tecnologia gamificada permite promover a reabilitação aliada ao entretenimento, potenciando efeitos na motivação e adesão à intervenção terapêutica e, consequentemente, incrementando resultados. A presente investigação teve como objetivo analisar a eficácia da intervenção precoce da Terapia Ocupacional/ Terapia da Mão desenvolvida em contexto hospitalar na área da reabilitação, através de um estudo de caso prospetivo de análise mista. O estudo descreve todo o processo de intervenção da Terapia Ocupacional/ Terapia da Mão, complementado com técnicas e tecnologias avançadas, aplicado a um participante do sexo masculino de 31 anos, com o diagnóstico de fratura radiocubital distal, submetido a redução cruenta e osteossíntese rígida. Após 12 semanas de intervenção, aquando da alta, o participante apresentou melhorias significativas em todas as competências avaliadas: melhoria do aspeto das cicatrizes e sensibilidade; diminuição do edema e da dor; aumento da força muscular, força de preensão manual e das pinças; das amplitudes de movimento; e a otimização do desempenho e da satisfação nas atividades identificadas como significativas pelo participante. As melhorias identificadas possibilitaram a reaquisição de independência nas Atividades de Vida Diária. É possível referir que a intervenção da Terapia Ocupacional/ Terapia da Mão, iniciada de forma imediata após o procedimento cirúrgico e complementada com a utilização de equipamentos com base tecnológica, conduziu a melhores resultados assim como a uma recuperação mais rápida.
- Um estudo de caso de uma tala de punho dinâmica como resposta a um défice ocupacional: da modelação à impressão 3DPublication . Pires, Maria Rabaça Figueiredo; Faria, Paula Cristina Rodrigues Pascoal; Teixeira, Liliana Fernanda da ConceiçãoNeste estudo de caso é explorada uma abordagem inovadora como resposta a um défice de desempenho ocupacional relacionado com a posição contínua do punho em flexão, por perda do movimento de extensão. Esta abordagem consiste na modelação e impressão com recurso à tecnologia 3D de uma tala dinâmica para o punho de C.G. Objetiva-se desenvolver uma tala que estabilize o punho sem o imobilizar mantendo uma amplitude ótima. Um produto discreto, impresso numa peça única, pouco volumoso e durável. Para tal, teve lugar uma avaliação inicial para enquadramento dos défices e análise do desempenho das atividades, incluindo aspetos como força e destreza. Concomitantemente foi realizado um scan 3D, obtido um modelo tridimensional da mão e antebraço de C.G. e posterior modelação da tala com a análise da geometria e do mecanismo conector. Por fim, foram testados três tipos de materiais poliméricos e aplicados novamente os parâmetros força e destreza. A tala impressa em polipropileno (PP) mostrou resultados superiores em termos de força e destreza manual em comparação com as restantes, incluindo a tala convencional. No parâmetro de durabilidade, mantém-se a necessidade de avaliação a longo prazo. Este estudo demonstra o potencial da impressão 3D na terapia da mão, adaptando soluções às necessidades individuais dos utentes em busca de autonomia e funcionalidade.
- Estudo Observacional Longitudinal: Avaliação de parâmetros funcionais nos membros superiores em indivíduos com doença renal crónica avançada, referenciados para construção de primeiro acesso vascular, acompanhados na Consulta de Nefrologia Cirúrgica do Hospital Curry CabralPublication . Rodrigues, Inês da Silva; Teixeira, Liliana Fernanda da Conceição; Dias, Sara Alexandra da Fonseca Marques SimõesIntrodução: A progressão da Doença Renal Crónica (DRC) para estádios avançados requer a necessidade de preparação para um tratamento de substituição da função renal, sendo a hemodiálise a principal modalidade terapêutica em Portugal. A criação de um acesso vascular (AV) funcionante no membro superior (MS) é fundamental, mas pode trazer desafios, como a redução da pressão arterial e perfusão na mão homolateral ao AV, que podem vir a comprometer a funcionalidade do MS/mão durante as atividades diárias. Objetivo: O principal objetivo deste estudo foi avaliar o impacto da construção de um AV na funcionalidade do MS/mão em indivíduos com DRC avançada. Os objetivos específicos incluíram: (1) Avaliar a força de preensão, a destreza manual, a sensibilidade tátil e a intensidade da dor antes e após a construção do AV; (2) Avaliar a funcionalidade do MS em atividades diárias específicas; e (3) Comparar os resultados pré e pós-cirúrgicos (1 a 3 meses após a construção do AV) para identificar possíveis alterações funcionais atribuíveis à construção do AV. Metodologia: Conduziu-se um estudo observacional longitudinal com três fases distintas: (1) Seleção da amostra na Consulta de Nefrologia Cirúrgica do Hospital Curry Cabral – Unidade Local de Saúde de São José; (2) Avaliação funcional pré-cirúrgica dos parâmetros do MS/mão, utilizando instrumentos como o Dinamómetro, o Nine Hole Peg Test, os Monofilamentos de Semmes-Weinstein, a Escala Numérica da Dor e a DASH; (3) Reavaliação dos mesmos parâmetros entre 1 a 3 meses após a cirurgia para construção do AV. Resultados: Os resultados indicaram que, na maioria dos casos, não houve diferenças significativas nos parâmetros funcionais avaliados entre os dois momentos de avaliação. Observou-se uma tendência para a diminuição da força de preensão no lado de construção do AV, mas sem impacto significativo na funcionalidade global do MS. Conclusão: Este estudo sugere que a construção de um AV em indivíduos com DRC avançada não afeta significativamente a funcionalidade do MS no período precoce pós-cirúrgico, exceto em casos específicos. A continuidade do estudo com uma amostra maior permitirá uma avaliação mais robusta e detalhada dos impactos funcionais a longo prazo e a correlação com fatores clínicos e vasculares. Estes achados sublinham a importância de uma monitorização contínua e personalizada da funcionalidade do MS em indivíduos submetidos à construção de um AV, nomeadamente para instituição de medidas preventivas ou de reabilitação.
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