ESSLei - Mestrado em Enfermagem Comunitária - Área de Enfermagem em Saúde Familiar
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Percorrer ESSLei - Mestrado em Enfermagem Comunitária - Área de Enfermagem em Saúde Familiar por assunto "Aceitação"
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- Importância da Descoberta do Sentido de Vida na Aceitação e Envolvimento nos Cuidados de Saúde em Utentes com Doença Crónica e suas Famílias: Revisão IntegrativaPublication . Moreira, Catarina Rebelo; Barros, Teresa Madalena Kraus Brincheiro HüttelEnquadramento: A doença crónica representa uma experiência prolongada e desafiante que afeta não apenas a pessoa, mas também a família, exigindo adaptações constantes a nível físico, emocional, social e existencial. Neste contexto, o sentido de vida assume particular relevância, pois influencia a forma como a pessoa compreende a sua condição, atribui significado às mudanças impostas pela doença e se envolve nos cuidados de saúde. A literatura tem vindo a reconhecer que a descoberta do sentido de vida promove um bem-estar geral ( psicológico, social e espiritual), redução da ansiedade e depressão, valorização do essencial da vida, autotranscendência, maior autoeficácia no controlo da dor crónica, e fortalece a participação ativa nos cuidados de saúde, nomeadamente na autogestão e adesão ao regime terapêutico, embora esta dimensão permaneça pouco explorada na prática clínica e na investigação em saúde. Objetivo: Analisar a importância da descoberta do sentido de vida na aceitação, na adesão ao regime terapêutico e envolvimento nos cuidados de saúde em utentes com doença crónica e as suas famílias. Metodologia: Conduziu-se uma revisão integrativa da literatura e optou-se por uma estratégia sensível e abrangente que permitiu mapear o maior número possível de artigos potencialmente relevantes, adequada à natureza exploratória da revisão, garantindo uma compreensão alargada e aprofundada do conhecimento do fenómeno em análise , com refinamento realizado nas fases subsequentes de seleção e de análise dos estudos. A pesquisa foi realizada em três bases de dados eletrónicas relevantes nas áreas da saúde, nomeadamente Medline, Cinahl e SciELO. Os termos de pesquisa operacionalizaram os três componentes do modelo PCC, tendo a pesquisa decorrido durante o mês de janeiro de 2026. Devido ao reduzido número de artigos, não foram aplicadas restrições quanto ao idioma, à data de publicação ou ao tipo de estudo. Foram incluídos estudos primários que analisassem a relação entre o sentido de vida e os processos de aceitação da doença, adaptação e envolvimento nos cuidados de saúde, independentemente do desenho metodológico adotado. Foram excluídos editoriais, cartas ao editor, comentários, estudos de caso isolados, dissertações, teses e literatura cinzenta não sujeita a revisão por pares e excluíram-se estudos desenvolvidos exclusivamente no contexto de cuidados paliativos, uma vez que o enquadramento conceptual e experiencial do fim de vida difere do foco desta revisão, centrado nos processos de adaptação e envolvimento ao longo da vivência da doença crónica. Resultados: Nove estudos incluídos demonstram diversidade metodológica, conceitual e contextual, o que possibilita uma compreensão abrangente do papel ou importância do sentido de vida na experiência da doença crónica. As amostras abrangem adultos e idosos com diferentes condições de doença crónica, incluindo cancro, dor crónica, insuficiência renal crónica, DPOC, outras doenças crónicas não transmissíveis e Long Covid. Os estudos foram conduzidos em diversos países (Europa, América do Norte, América do Sul e Ásia) e em múltiplos contextos assistenciais, incluindo cuidados de saúde primários, contextos comunitários, programas domiciliários, contextos hospitalares especializados (nefrologia, oncologia) e serviços clínicos diferenciados ( programas de reabilitação respiratória, consulta da dor orofacial). Conclusão: A descoberta de sentido de vida constitui um elemento central na vivência da Pessoa com doença crónica, influenciando de forma consistente a aceitação, a adaptação e o envolvimento nos cuidados de saúde. A evidência reforça a necessidade de intervenções de enfermagem sensíveis às dimensões existenciais da saúde, que reconheçam a pessoa e a família como unidade indissociável de cuidado, em consonância com os princípios da Enfermagem de Saúde Familiar.
