ESSLei - Mestrado em Enfermagem Comunitária - Área de Enfermagem em Saúde Familiar
URI permanente para esta coleção:
Navegar
Percorrer ESSLei - Mestrado em Enfermagem Comunitária - Área de Enfermagem em Saúde Familiar por orientador "Barros, Teresa Madalena Kraus Brincheiro Hüttel"
A mostrar 1 - 10 de 16
Resultados por página
Opções de ordenação
- A sobrecarga, autotranscendência e necessidades do cuidador informal em famílias com membro portador de demênciaPublication . Gomes, Marta Cristina Vieira de Carvalho; Barros, Teresa Madalena Kraus Brincheiro HüttelEnquadramento: Os cuidados de enfermagem de saúde familiar têm sofrido evoluções ao longo do tempo, culminando no atual funcionamento dos centros de saúde, integrados em Unidades Locais de Saúde (ULS). As Unidades de Saúde Familiares (USF) devem ser constituídas por um Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Saúde Familiar (EEESF). O EEESF cuida da família como um todo, ao longo do ciclo vital, em todos os níveis de prevenção. Durante o ciclo vital, a família passa por transições normativas, que fazem parte do desenvolvimento natural, e transições acidentais, que surgem de forma inesperada. A existência de uma síndrome demencial implica uma transição saúde/doença, o que requer uma adaptação no funcionamento familiar. Cuidar de um familiar com demência acarreta repercussões físicas, psicológicas, económicas e sociais no cuidador informal. A intervenção EEESF é de extrema relevância na adaptação da família ao processo de transição. O relatório apresenta uma contextualização do local de prestação de cuidados durante o ensino clínico e descreve as competências comuns e especializadas desenvolvidas, fundamentadas em Modelos Teóricos de referência na área da enfermagem de saúde familiar. Objetivo: Apresentar o desenvolvimento de competências comuns e específicas da Enfermagem de Saúde Familiar. Evidenciar o foco numa prática baseada na evidência, através do desenvolvimento de um projeto de investigação. Metodologia: O desenvolvimento de competências comuns e específicas, através de uma análise crítico-reflexiva, alicerçando a componente teórica à componente prática. O estágio de enfermagem foi realizado na USF L inserida na ULS da Região de Leiria. No âmbito da prática baseada na evidência realizou-se um estudo de investigação intitulado de: “A sobrecarga, autotranscendência e necessidades do cuidador informal em famílias com membro portador de demência”, O estudo de investigação permite avaliar a sobrecarga, autotranscendência e necessidades do cuidador informal de familiar com demência, utilizando escalas validadas para a população portuguesa. Resultados: No relatório são descritos os resultados obtidos na aquisição de competências comuns e especializadas de enfermagem de saúde familiar. O projeto de investigação permitiu determinar que os cuidadores informais apresentam maioritariamente sobrecarga intensa, elevada autotranscendência e necessidades de apoio financeiro e de informação nos cuidados prestados ao familiar com demência. Conclusões: O relatório permitiu realizar uma descrição critico-reflexiva sobre o percurso evidenciado durante o ensino clínico, tendo em consideração a aquisição de competências comuns e especializadas em enfermagem de saúde familiar. Os resultados do estudo de investigação foram sobreponíveis, em grande parte, aos resultados obtidos noutros estudos. Estes resultados promovem um contributo na construção de conhecimento científico na área de enfermagem de saúde familiar. Estudos sobre a sobrecarga e as necessidades do cuidador informal de familiar com demência têm aumentado, o que reflete a importância do tema.
- Conhecimento dos Enfermeiros sobre a Importância do sentido de vida na família com elemento com Doença Crónica: Revisão IntegrativaPublication . Sousa, Vânia Filipa Vieira de; Barros, Teresa Madalena Kraus Brincheiro HüttelIntrodução: A doença crónica constitui um grave problema de saúde pública, afetando em Portugal cerca de 42% da população, sendo um dos países europeus com maior prevalência desta condição. A sua experiência no seio familiar representa um processo de transição complexo que desafia a identidade, os papéis e os projetos de vida dos seus membros, convocando inevitavelmente a necessidade de reconstrução de um significado para aquela vivência. Perante o sofrimento associado à doença crónica, a capacidade de encontrar sentido na vida, apesar da experiência, revela-se determinante para a adaptação familiar, influenciando a forma como a família enfrenta a adversidade, reorganiza os seus recursos e mantém a esperança. Neste contexto, a dimensão espiritual emerge como um reconhecido mecanismo de adaptação, fundamental para o alívio do sofrimento pela descoberta de sentido e atribuição de significado à vida. O enfermeiro de saúde familiar, pelo conhecimento aprofundado que desenvolve da família, encontra-se numa posição privilegiada para apoiar este processo. A escassez de evidência sobre o conhecimento dos enfermeiros relativamente ao sentido de vida em contexto familiar, fundamentou a realização de uma revisão integrativa da literatura. Objetivos: Conhecer a importância que os enfermeiros atribuem ao sentido de vida das famílias com um elemento com doença crónica. Metodologia: Conduziu-se uma revisão integrativa da literatura, tendo sido definida uma estratégia de pesquisa sistemática, desenvolvida com base na questão de investigação e na estrutura PCC. A pesquisa foi realizada nas bases de dados eletrónicas MEDLINE (via PubMed), CINAHL (via EBSCOhost), Nursing & Allied Health Collection: Comprehensive (via EBSCOhost) e SciELO. Não foram aplicadas restrições quanto ao idioma ou à data de publicação, dada a escassez de literatura sobre o tema, com o objetivo de maximizar a amplitude da pesquisa. Foram, no entanto, definidos critérios de elegibilidade quanto ao tipo e conteúdo dos estudos, considerando elegíveis estudos empíricos que abordassem o conhecimento, as perceções ou as conceções dos enfermeiros relativamente ao sentido de vida em contextos de doença crónica, incluindo, explicitamente ou implicitamente, a família como unidade do cuidado. Foram incluídos estudos quantitativos, qualitativos e de metodologia mista com texto integral disponível. Excluíram-se artigos que focassem exclusivamente em cuidados paliativos ou fim de vida. Resultados: Quatro estudos preencheram integralmente os critérios de inclusão e foram incluídos na revisão integrativa. Estes artigos abordam o conhecimento, as perceções ou as conceções dos enfermeiros relativamente às dimensões associadas ao sentido de vida no contexto da doença crónica, foram publicados entre 1996 e 2017 e desenvolvidos na Noruega, na Bélgica, no Brasil e na Colômbia. Todos os estudos incluíram enfermeiros como população-alvo. Contudo, apenas um estudo aborda explicitamente o conhecimento conceptual dos enfermeiros sobre o significado atribuído à vida no contexto do cuidado. Nos restantes estudos, o conhecimento sobre o sentido de vida surge de forma implícita, inferido a partir das perceções, práticas e discursos dos enfermeiros. Relativamente ao contexto familiar, a família é abordada de forma explícita em apenas um estudo, surgindo nos restantes como contexto relacional indireto ou não sendo claramente operacionalizada. Conclusão: Os resultados evidenciam uma lacuna clara na literatura sobre o conhecimento dos enfermeiros relativamente à importância do sentido de vida na família com um elemento com doença crónica. O conhecimento existente surge maioritariamente de forma implícita, derivado das práticas relacionais e espirituais, sendo a família raramente abordada como destinatária direta deste cuidado. Estes resultados reforçam a necessidade de integrar de forma sistemática a dimensão espiritual e a CoCIP na formação e investigação, facilitando o Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Saúde Familiar na orientação de famílias vulneráveis, com elemento com doença crónica, na descoberta de sentido nas suas vidas e promoção do seu consequente valor terapêutico, o controlo sobre do sofrimento inevitável.
- CONSEQUÊNCIAS DA PANDEMIA POR COVID-19 NA SOBRECARGA E SENTIDO DE VIDA DO CUIDADOR INFORMALPublication . Lopes, Sandra Maria Ferreira; Barros, Teresa Madalena Kraus Brincheiro HüttelVerifica-se, atualmente, uma elevada preocupação no que concerne ao impacto da pandemia por COVID-19 no bem-estar geral da população. Esta pandemia constitui-se como uma crise global, não só ao nível de saúde pública e de estabilidade económica, mas também de bem-estar familiar. Ao evocar questões acerca do sentido de vida, a pandemia constitui-se como uma oportunidade para a (re)descoberta de valores humanos e universais. Numa sociedade cada vez mais envelhecida, a pandemia por COVID-19 veio acentuar, ainda mais, as dificuldades vivenciadas no quotidiano dos cuidadores a vários níveis, designadamente, profissional, pessoal, financeiro e social. Perspetivada não só como a unidade básica da sociedade, mas também como foco dos cuidados de enfermagem, a família apresenta como função prioritária, o suporte e a proteção dos seus membros. Pela sua proximidade, o enfermeiro de saúde familiar conhece as singularidades de cada família, o seu potencial, as suas competências e fragilidades. Com o seu saber técnico, científico e humanístico, define estratégias de índole sistémica que potenciam a ação da família, face às necessidades específicas de cada um dos seus constituintes. Todavia, urge compreender quais são os desafios, as respostas e as adaptações que emergiram a partir desta nova realidade, visto o cenário pandémico ter condicionado a interação entre enfermeiros e famílias. Tendo por base este intuito, efetuou-se uma revisão sistemática de literatura, subjacente à seguinte questão de investigação: Quais são as consequências da Pandemia por COVID 19 na sobrecarga e sentido de vida do cuidador informal? Os objetivos definidos para a pesquisa são: 1) Avaliar a sobrecarga do cuidador informal durante o período de pandemia por COVID-19 e 2) Identificar a relação entre o sentido de vida e a sobrecarga do cuidador informal. A partir da questão PI[C]O, foram definidas palavras-chave e realizada uma pesquisa de artigos científicos na base de dados da plataforma B-On no mês de novembro de 2021. Na Revisão Sistemática da Literatura, incluíram-se artigos, publicados nos últimos seis anos e disponíveis gratuitamente nas bases de dados Academic Search Complete, Complementary Index e Medline, através dos seguintes descritores: Informal “caregiver burden”, “COVID-19 or coronavirus or 2019-ncov or sars-cov-2 or cov-19”, “life purpose” or “meaning in life” or “purpose in life”, utilizando o operador booleano AND. Da aplicação dos critérios de inclusão, foram identificados, no total, 58 artigos, dos quais, após análise dos títulos e resumos, foram selecionados cinco artigos como elegíveis e incluídos. Relativamente aos resultados, constatou-se que a sobrecarga do cuidador variava de acordo com a doença da pessoa cuidada, sendo que as evidências comprovaram que os cuidadores de pessoas com demência e doença oncológica relataram uma maior sobrecarga de cuidados, principalmente as mulheres. Também a ansiedade, o stress crónico e a depressão (angústia e sofrimento existencial) foram geradores do sentimento de sobrecarga do cuidador, durante a pandemia por COVID-19. Registou-se que a promoção da resiliência reduz significativamente a angústia associada aos cuidados. Conclui-se que a presença da espiritualidade, da esperança e de um sentido de vida, a par da resiliência, reduzia significativamente a angústia associada aos cuidados. É fundamental que os cuidadores sejam devidamente treinados e capacitados para que alcancem maiores níveis de resiliência como a capacidade de aceitar a situação diariamente, suprindo a necessidade de a pessoa não perder a sua essência e restaurar a esperança. Torna-se crucial que os enfermeiros desenvolvam competências para identificar e intervir nos processos de transição saúde - doença, orientando os cuidadores para atingirem o nível de mestria, promotor da resiliência e de esperança.
- Enfermagem transcultural no cuidado de Famílias ciganas: olhar do enfermeiro de famíliaPublication . Parreira, Paula Cristina do Vale Brito; Barros, Teresa Madalena Kraus Brincheiro HüttelO presente relatório enquadra o Curso de Mestrado de Saúde Familiar conducente à atribuição do título de Enfermeiro Especialista em Saúde Comunitária na área de Saúde Familiar. A cultura é um fenómeno universal, com impacto na sociedade moderna, que impõe reajustes nomeadamente ao nível dos cuidados de enfermagem às famílias, considerando-as unidades sistémicas e em desenvolvimento. As famílias de cultura cigana são consideradas uma minoria étnica, com padrões culturais distintos; nem sempre compreendidas e aceites pela sociedade considerada maioritária. Os cuidados de enfermagem culturais às famílias ciganas assumem expressões e significados, que podem ser significativos na relação terapêutica enfermeiro-utente, fundamentada no respeito pela diferença, valores e crenças. Os enfermeiros de família têm a perceção de que precisam melhorar os cuidados e identificam determinantes que influenciam e promovem os cuidados culturalmente competentes. A Revisão Integrativa (II Parte) constitui uma estratégia de pesquisa subjacente à questão de investigação: quais os determinantes aos cuidados culturalmente competentes a desenvolver pelo enfermeiro de família, junto de famílias de cultura diversa, em especial cigana? Cujo objetivo configura da seguinte forma: identificar os determinantes da prática de enfermagem transcultural pelos enfermeiros de família, junto de famílias de cultura diversa, em especial cigana. A Revisão integra quatro estudos, publicados entre 2016 e 2022. Os resultados revelam que existem determinantes que condicionam os cuidados de enfermagem culturalmente competentes, uns que os condicionam outros que os promovem, conduzindo à discussão com base no Modelo de Sunrise de Madeleine Leininger. O Modelo de Sunrise relaciona-se com os determinantes promotores dos cuidados culturais e permite descobrir, conhecer e explicar a interdependência dos fenómenos culturais com os cuidados de enfermagem, conferindo satisfação das famílias, numa base de preservação, negociação e/ou RE padronização.
- O ENFERMEIRO DE FAMÍLIA NO ACOMPANHAMENTO DE FAMÍLIAS COM ELEMENTOS ADULTOS OU IDOSOSDEPENDENTES COM DIABETES MELLITUS TIPO 2: EXPETATIVAS DOS CUIDADORES INFORMAISPublication . Serra, Catarina Isabel Pires; Barros, Teresa Madalena Kraus Brincheiro HüttelEnquadramento: Este relatório reporta-se à prática clínica desenvolvida na Unidade de Saúde Familiar (USF) CampuSaúde. Numa abordagem inicial caraterizaram-se as famílias do ficheiro da enfermeira especialista (EE) orientadora, tendo-se constatado que a maioria dos utentes são adultos ou idosos, alguns dos quais com diabetes mellitus (DM) tipo 2 e dependentes de cuidados prestados por familiares seus cuidadores informais (CI). Para que o EE em Enfermagem de Saúde Familiar (ESF) possa intervir de forma mais eficaz junto destes CI, implementou-se um estudo de investigação sobre as expetativas dos CI quanto aos cuidados a prestar pelo enfermeiro de família (EF) no acompanhamento das famílias com elementos adultos ou idosos dependentes com DM tipo 2. Objetivos: Caracterizar os CI e as famílias de elementos adultos ou idosos dependentes com DM tipo 2; determinar quais são as expetativas dos CI de elementos da família adultos ou idosos dependentes com DM tipo 2 quanto aos cuidados a prestar pelo EE em ESF; e conhecer o contributo dos cuidados prestados pelo EE em ESF no acompanhamento das famílias com elementos adultos ou idosos dependentes com DM tipo 2. Metodologia: Foram utilizados 2 métodos de investigação complementares, a revisão integrativa da literatura (RIL) e o estudo de casos múltiplos com 3 famílias, tendo como base o modelo de Calgary de avaliação e intervenção familiar e como referencial teórico o modelo de sistemas de Neuman. Resultados: A RIL identificou, como expetativas dos CI, que o EE em ESF tenha conhecimentos e experiência no estabelecimento de uma comunicação eficaz, na continuidade de cuidados e no acompanhamento regular, e que os cuidados contemplem a educação em saúde, tenham em conta a língua e a cultura dos destinatários e incluam a família como um todo. O estudo de casos múltiplos permitiu constatar o contributo positivo dos cuidados prestados pelo EE em ESF, uma vez que, após a sua intervenção, o número de stressores diminuiu, os status dos diagnósticos melhoraram e a grande maioria dos objetivos foram alcançados. Conclusão: O desenvolvimento das competências do EE em ESF em contexto de USF e o estudo do acompanhamento de famílias com adultos ou idosos dependentes com DM tipo 2, baseado em instrumentos e modelos de avaliação e intervenção familiar, facilitaram o estabelecimento de parcerias colaborativas, a valorização das forças familiares e a resposta às necessidades específicas das famílias, permitindo concluir que foram atingidos os objetivos propostos no início do estágio.
- O Enfermeiro Especialista em Saúde Familiar na promoção da comunicação no casalPublication . Francisco, Paula Filipe Guarda; Barros, Teresa Madalena Kraus Brincheiro Hüttel
- Estágio de natureza profissional em Enfermagem de cuidados de saúde à família em contexto de USF/UCSP com relatório finalPublication . Carvalho, Beatriz Isabel Ferreira de; Barros, Teresa Madalena Kraus Brincheiro HüttelENQUADRAMENTO: Em pleno estado de emergência devido à pandemia por Covid-19, emergiu, no desenvolvimento das competências comuns e específicas do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Saúde familiar em contexto de numa UCSP, a preocupação com o crescente número de famílias com elementos com sintomatologia depressiva. O sofrimento mais relatado era a incapacitados de experienciar momentos de bem-estar e de olhar o seu futuro, acompanhado de alteração do humor, ideação suicida e alienação pelo recurso a dependências. Os estudos de Viktor Frankl e investigadores existenciais logoterapeutas têm comprovado a relação entre, grande parte, desta sintomatologia e o vazio existencial ou ausência de sentido de vida, sendo a CoCIP uma competência de enfermagem que orienta na descoberta de sentido de vida. OBJETIVOS: Os objetivos definidos para a pesquisa são: 1) Mapear o conhecimento existente sobre o sentido de vida das pessoas/famílias com depressão; 2) Identificar as intervenções junto da família com um elemento com depressão. METODOLOGIA: Efetuou-se uma revisão da literatura, subjacente à seguinte questão de investigação: Qual é o conhecimento que existe sobre a importância do Sentido de vida na Pessoa com Depressão? A partir da questão PCC, foram definidas palavras-chave e realizada uma pesquisa de artigos científicos na base de dados da plataforma B-On. Na Revisão da Literatura, incluíram-se artigos, publicados nos últimos cinco anos e disponíveis gratuitamente, através dos seguintes descritores: “meaning in life” or “life purpose”, “depression”, “nurs*” or “family nurs*”, “hospital” utilizando o operador booleano AND, OR e NOT. Da aplicação dos critérios de inclusão, foram identificados, no total, 12 artigos, dos quais, após análise dos títulos e resumos, foram selecionados quatro artigos como elegíveis e incluídos. RESULTADOS: Os resultados constataram que os sintomas depressivos diminuem a qualidade de vida e o bem-estar dos indivíduos e das famílias que sofrem desta patologia, pondo a sua vida em risco com ideações suicidas. Registou-se que a promoção do sentido de vida com intervenções do EEESF, reduz, com significância estatística, os sintomas depressivos e a forma de encarar os acontecimentos de vida. CONCLUSÃO: É fundamental que os profissionais de saúde, em especial os Enfermeiros de Família, estejam despertos e capacitados para promover a esperança e o sentido de vida das suas famílias e indivíduos. Os enfermeiros devem implementar mudanças na prática com vista à melhoria dos cuidados, procurando personalizar os cuidados às necessidades de cada família. Torna-se crucial que os enfermeiros desenvolvam competências para identificar e intervir nos processos de transição saúde - doença, orientando os cuidadores para atingirem o nível de mestria, promotor da resiliência e de esperança.
- Funcionalidade familiar de famílias com idoso dependente com síndrome demencial: contributo do enfermeiro de famíliaPublication . Rodrigues, Cecília Marzia; Barros, Teresa Madalena Kraus Brincheiro HüttelEste relatório reporta-se à prática clínica desenvolvida na Unidade de Saúde Familiar Plátano. Considerando as transformações ocorridas na sociedade e a significativa evolução no âmbito da saúde é crucial, enquanto profissional nesta área, apostar na formação de modo a dar respostas diferenciadas e especializados para consolidar o mandato social do Enfermeiro Especialista na Área de Saúde Familiar (EEESF). Objetivos: pretende-se a descrição e análise reflexiva das atividades clínicas para o desenvolvimento de competências comuns e específicas na área de enfermagem de saúde familiar; e através do estudo empírico, conhecer as vivências de famílias com idosos dependentes com síndrome demencial; e analisar a expectativa das famílias com idosos dependentes com síndrome demencial quanto ao contributo de enfermeiro de família para a funcionalidade familiar. Metodologia: na atividade clínica recorreu-se a estudos de família e na vertente de investigação desenvolveu-se, em fevereiro de 2024, um estudo um estudo descritivo a partir de categorias definidas à priori com quatro famílias de idosos dependentes com síndrome demencial a quem foi realizada entrevista semiestruturada. Resultados: o Modelo Dinâmico de Avaliação e Intervenção Familiar foi crucial para o desenvolvimento dos processos de cuidados às famílias. O estudo empírico revelou que a satisfação decorrente do cuidar mostrou ser acompanhada de sentimentos de tristeza, cansaço ou medo. As alterações relacionam-se com a privação da interação com o círculo de amigos, a impossibilidade de ir de férias, a diminuição do autocuidado e a necessidade de reorganização familiar. Surgem como recursos na adaptação à situação a união familiar, a religião, a reforma do idoso e as redes formais. As necessidades referem-se à formação/capacitação e ao apoio emocional do cuidador. Os significados atribuídos ao enfermeiro de família relacionam-se com as competências sócio profissionais não sendo, no entanto, reconhecido o seu contributo para a funcionalidade do sistema familiar. Conclusão: As atividades clínicas permitiram o desenvolvimento de competências comuns e específicas do EEESF e a investigação deu a conhecer as vivências das famílias e as expetativas quanto ao contributo do enfermeiro de família.
- Importância da Descoberta do Sentido de Vida na Aceitação e Envolvimento nos Cuidados de Saúde em Utentes com Doença Crónica e suas Famílias: Revisão IntegrativaPublication . Moreira, Catarina Rebelo; Barros, Teresa Madalena Kraus Brincheiro HüttelEnquadramento: A doença crónica representa uma experiência prolongada e desafiante que afeta não apenas a pessoa, mas também a família, exigindo adaptações constantes a nível físico, emocional, social e existencial. Neste contexto, o sentido de vida assume particular relevância, pois influencia a forma como a pessoa compreende a sua condição, atribui significado às mudanças impostas pela doença e se envolve nos cuidados de saúde. A literatura tem vindo a reconhecer que a descoberta do sentido de vida promove um bem-estar geral ( psicológico, social e espiritual), redução da ansiedade e depressão, valorização do essencial da vida, autotranscendência, maior autoeficácia no controlo da dor crónica, e fortalece a participação ativa nos cuidados de saúde, nomeadamente na autogestão e adesão ao regime terapêutico, embora esta dimensão permaneça pouco explorada na prática clínica e na investigação em saúde. Objetivo: Analisar a importância da descoberta do sentido de vida na aceitação, na adesão ao regime terapêutico e envolvimento nos cuidados de saúde em utentes com doença crónica e as suas famílias. Metodologia: Conduziu-se uma revisão integrativa da literatura e optou-se por uma estratégia sensível e abrangente que permitiu mapear o maior número possível de artigos potencialmente relevantes, adequada à natureza exploratória da revisão, garantindo uma compreensão alargada e aprofundada do conhecimento do fenómeno em análise , com refinamento realizado nas fases subsequentes de seleção e de análise dos estudos. A pesquisa foi realizada em três bases de dados eletrónicas relevantes nas áreas da saúde, nomeadamente Medline, Cinahl e SciELO. Os termos de pesquisa operacionalizaram os três componentes do modelo PCC, tendo a pesquisa decorrido durante o mês de janeiro de 2026. Devido ao reduzido número de artigos, não foram aplicadas restrições quanto ao idioma, à data de publicação ou ao tipo de estudo. Foram incluídos estudos primários que analisassem a relação entre o sentido de vida e os processos de aceitação da doença, adaptação e envolvimento nos cuidados de saúde, independentemente do desenho metodológico adotado. Foram excluídos editoriais, cartas ao editor, comentários, estudos de caso isolados, dissertações, teses e literatura cinzenta não sujeita a revisão por pares e excluíram-se estudos desenvolvidos exclusivamente no contexto de cuidados paliativos, uma vez que o enquadramento conceptual e experiencial do fim de vida difere do foco desta revisão, centrado nos processos de adaptação e envolvimento ao longo da vivência da doença crónica. Resultados: Nove estudos incluídos demonstram diversidade metodológica, conceitual e contextual, o que possibilita uma compreensão abrangente do papel ou importância do sentido de vida na experiência da doença crónica. As amostras abrangem adultos e idosos com diferentes condições de doença crónica, incluindo cancro, dor crónica, insuficiência renal crónica, DPOC, outras doenças crónicas não transmissíveis e Long Covid. Os estudos foram conduzidos em diversos países (Europa, América do Norte, América do Sul e Ásia) e em múltiplos contextos assistenciais, incluindo cuidados de saúde primários, contextos comunitários, programas domiciliários, contextos hospitalares especializados (nefrologia, oncologia) e serviços clínicos diferenciados ( programas de reabilitação respiratória, consulta da dor orofacial). Conclusão: A descoberta de sentido de vida constitui um elemento central na vivência da Pessoa com doença crónica, influenciando de forma consistente a aceitação, a adaptação e o envolvimento nos cuidados de saúde. A evidência reforça a necessidade de intervenções de enfermagem sensíveis às dimensões existenciais da saúde, que reconheçam a pessoa e a família como unidade indissociável de cuidado, em consonância com os princípios da Enfermagem de Saúde Familiar.
- Integração da Família nos cuidados - Intervenções de Enfermagem em Saúde FamiliarPublication . Marques, Maria Rosa Ferreira; Barros, Teresa Madalena Kraus Brincheiro HüttelA responsabilidade da prestação de cuidados de enfermagem é assumida, numa parceria colaborativa com as famílias, pelo enfermeiro de família que integrado numa equipa multiprofissional atua nos mais variados contextos comunitários e nas diversas fases da vida (DL 118/2014). Tendo como foco a família como unidade de cuidados, procura apoia-la e promover a saúde na sua globalidade através da prevenção da doença e reabilitação, agindo na procura de soluções que fomentem competências biopsicossociais nos e com os indivíduos e famílias (OE20). As teorias de enfermagem referem-se à relação enfermeiro/utente como fulcral no sucesso dos cuidados, o “saber ser” do enfermeiro quando intervém com utentes/famílias faz a diferença no cuidar (Gottieb,2016 p.299). No sentido de desenvolver a prática baseada na evidencia e valorizando uma intervenção concertada e sistémica, optamos por uma revisão integrativa da literatura para dar resposta à questão: Quais são as intervenções do enfermeiro de família em Cuidados de Saúde Primários que promovam o envolvimento da família? Como conclusão, evidenciamos que as principais intervenções facilitadoras do envolvimento das famílias no cuidar, são a comunicação, a educação, a formação e a capacitação.
