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- Novas perspectivas tecnológicas e novos letramentos: inovações para formação inicial de professores de línguas na era digitalPublication . Araújo, Francisco; Nascimento, Juscelino; Sousa, Célia Maria; Bezerra, MaisaAs Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC) reconfiguraram as relações sociais e educacionais, exigindo novas competências que vão além do uso instrumental de ferramentas. No campo do ensino de línguas, a cultura digital demanda o desenvolvimento de novos letramentos e multiletramentos para que alunos e professores atuem de modo crítico, ético e participativo. Entretanto, a simples presença da tecnologia não garante inovação, podendo incorrer no fenômeno de "digitalizar práticas tradicionais" sem mudança de mentalidade pedagógica. Objetivos: O estudo objetiva analisar as relações entre as TDIC, os novos letramentos e a formação de professores de línguas. Busca, especificamente, discutir os conceitos de letramento digital e multiletramentos, além de refletir sobre a formação docente inicial como eixo central para a transformação educacional e o desenvolvimento do pensamento crítico na era digital. Metodologia: A pesquisa é de natureza qualitativa e cunho teórico, desenvolvida por meio de uma revisão bibliográfica abrangente. A fundamentação baseia-se em autores referenciais como Xavier (2005, 2007), Rojo e Moura (2019), Lankshear e Knobel (2007) e Araújo (2023). A análise focou na interpretação e articulação das ideias sobre como os novos letramentos podem subsidiar a prática docente contemporânea. Resultados: Os resultados indicam que a tecnologia atua como amplificadora da pedagogia: se a base for transmissiva, ela apenas digitaliza o tradicional; se for ativa e dialógica, potencializa a criação e inclusão. Identificou-se que a formação de professores deve ser transversal e crítica, abordando dimensões informacionais, multimodais e, crescentemente, algorítmicas, preparando o docente para mediar a relação do aluno com a informação e a cultura do remix. Conclusão: Conclui-se que a transformação educacional na era digital depende fundamentalmente da formação de professores digitalmente letrados e críticos. A articulação entre pedagogias ativas e novas literacias é o caminho para evitar o ensino mecanicista. Reafirma-se que a tecnologia não substitui o professor, mas exige que este atue como mediador essencial para garantir que a inclusão digital resulte em cidadania plena e justiça social.
