ESSLei - Mestrado em Enfermagem Comunitária - Área de Enfermagem em Saúde Familiar
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- A Intervenção do Enfermeiro de Saúde Familiar na Promoção do Aleitamento Materno: Uma Revisão Sistemática da LiteraturaPublication . Louro, Juliana Isabel Sá Pereira; Frade, João Manuel GraçaO presente documento apresenta o Relatório Final de Estágio realizado numa Unidade de Saúde Familiar (USF), onde tive a oportunidade de desenvolver e adquirir as competências do enfermeiro especialista em enfermagem comunitária na área de enfermagem de saúde familiar. A sua elaboração tem a finalidade de integrar o conhecimento adquirido e desenvolvido ao longo do período teórico e nos ensinos clínicos precedentes, numa perspetiva de compreensão da importância da enfermagem de saúde familiar na obtenção de ganhos em saúde junto dos utentes, das famílias e das comunidades. Engloba um estudo em forma de revisão sistemática da literatura, através do qual procurei analisar e sintetizar os resultados dos estudos mais relevantes sobre as estratégias de intervenção empregadas pelos Enfermeiros Especialistas em Enfermagem de Saúde Familiar na promoção do aleitamento materno para uma prática baseada em evidência científica. O aleitamento materno proporciona às crianças o melhor começo de vida, pois é a melhor fonte de nutrição para o bebé e, simultaneamente, um método barato e seguro. Para além disso, traz benefícios para toda a vida: reforça o desenvolvimento do cérebro, previne vários tipos de infeção, reduz o risco de alergias, faz com que o bebé tenha uma melhor adaptação a outros alimentos e é importante para prevenir doenças como a diabetes e os linfomas. Para a mãe o aleitamento materno tem vantagens, dado que, facilita uma involução uterina mais precoce, reduz a probabilidade de contrair cancro da mama e permite sentir o prazer de amamentar. É de consenso mundial que o aleitamento materno é a melhor maneira de alimentar as crianças até aos 6 meses de vida. A amamentação deve ser iniciada na primeira hora de nascimento e continuada até aos 2 ou mais anos de idade. Compete aos profissionais de saúde promoverem ajuda às mães que querem iniciar e manter o aleitamento materno. A promoção do aleitamento materno é a intervenção de saúde pública mais eficaz, constituindo um direito humano, que deve ser protegido e promovido, das mães e dos seus bebés. Em Portugal não há total conhecimento sobre a prevalência e duração do aleitamento materno e a informação disponível estimou em 21,8% o aleitamento materno exclusivo até aos 6 meses. No reconhecimento do cumprimento de um conjunto de práticas favoráveis à promoção e manutenção do aleitamento materno, cabe ao Serviço Nacional de Saúde, perseguir a meta do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável de que até 2030 a taxa de aleitamento materno exclusivo seja de 50 %. (Despacho n.º 13056/2023, de 20 de dezembro).
- Licenças Parentais e de Amamentação em Portugal: Uso, Perceções e Impacto na Dinâmica FamiliarPublication . Lopes, Cátia Isabel dos Reis; Rosa, Paulino GomesA conciliação entre a vida familiar e profissional constitui um desafio relevante no período pós-parto, fase marcada por exigências acrescidas de cuidado, reorganização familiar e adaptação à parentalidade. Neste contexto, as licenças parentais e de amamentação assumem particular importância enquanto instrumentos de apoio às famílias, de proteção da parentalidade e de promoção da igualdade entre mães e pais. O presente estudo teve como objetivo analisar o uso, as perceções e o impacto das licenças parentais e de amamentação em Portugal, procurando compreender de que forma estas se relacionam com a dinâmica familiar, a distribuição do tempo de cuidado parental e a conciliação entre vida profissional e familiar. Foi desenvolvido um estudo exploratório e descritivo, de natureza mista e transversal. A recolha de dados foi realizada através de um questionário online, dirigido a famílias residentes em Portugal, em que pelo menos um dos progenitores exercesse atividade profissional, com filhos nascidos a partir de 2020. A amostra foi constituída por 452 participantes. Os dados quantitativos foram tratados com recurso ao Microsoft Excel e ao IBM® SPSS Statistics, tendo sido realizada análise estatística descritiva. As respostas abertas foram analisadas de forma complementar, através da identificação de categorias temáticas emergentes. Os resultados evidenciam um predomínio da licença parental inicial partilhada, embora a distribuição efetiva do tempo de cuidado continue a revelar uma maior centralidade da mãe. A escolha e a duração das licenças parecem ser influenciadas por fatores económicos, profissionais, familiares e organizacionais, evidenciando que estas decisões dependem não apenas da preferência das famílias, mas também das condições concretas em que vivem e trabalham. A licença parental alargada surge associada à necessidade de prolongar o tempo de cuidado, apesar da menor compensação económica. Verificou-se ainda uma elevada frequência de amamentação, sendo a dispensa para amamentação percecionada como relevante para a sua continuidade, embora condicionada pelas exigências laborais. As respostas abertas reforçam a importância das licenças na adaptação à chegada do bebé, na reorganização das rotinas, na partilha de cuidados e no fortalecimento do vínculo parental, evidenciando também uma perceção recorrente de insuficiência da sua duração face às necessidades das famílias. Conclui-se que as licenças parentais e de amamentação constituem recursos importantes para a vivência da parentalidade e para a dinâmica familiar, mas o seu usufruto permanece condicionado por fatores económicos, laborais, familiares e organizacionais. Os resultados sugerem a necessidade de maior atenção às condições concretas em que as famílias exercem estes direitos, bem como de uma intervenção em Enfermagem de Saúde Familiar sensível às dimensões do tempo de cuidado, da partilha parental, da amamentação e do regresso ao trabalho.
